Os cortes nas despesas do setor público que estão sendo avaliados no programa de ajuste fiscal serão concentrados nas despesas do governo federal, informou ontem o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Martus Tavares. São esperados cortes também nos gastos de governos estaduais e municipais, mas caberá à União a parte mais importante do ajuste. ‘‘Sem dúvida, o corte será concentrado no governo federal, até pelo seu peso no setor público’’, comentou.
Principal responsável pela elaboração das metas trienais para o resultado das contas públicas para o período de 1999 a 2001, Tavares esteve ontem à tarde no Ministério da Fazenda, onde se reuniu com o secretário-executivo, Pedro Parente, com o secretário do Tesouro Nacional, Eduardo Guimarães, com o secretário de Acompanhamento Econômico, Bolívar Moura Rocha, e diversos assessores.
Parente passou todo o domingo em reunião com técnicos da equipe econômica, acertando o programa de ajuste fiscal que o presidente Fernando Henrique Cardoso dia 20. Martus Tavares disse que o programa estará ‘‘bastante avançado’’ até sexta-feira, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso embarca para Portugal.
Parente e Guimarães chegaram cedo ao Ministério da Fazenda e passaram a manhã reunidos com um grupo de assessores. Poucos dias após anunciar cortes nas despesas do Ministério da Fazenda, Parente procurou economizar com horas-extras do pessoal de apoio. Motoristas e secretárias não foram convocados para o plantão.

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