Governo federal liberou R$ 15 milhões ao Paraná
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quarta-feira, 30 de agosto de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
O governo federal liberou anteontem, em Brasília, cerca de R$ 15 milhões para serem aplicados nos próximos três meses no setor de Segurança Pública do Estado. Os recursos vieram do Fundo Emergencial de Segurança Pública e não faz parte dos R$ 70 milhões que devem ser concedidos ao Paraná até o ano 2002, como prevê o Plano Nacional de Segurança Pública.
O secretário estadual de Segurança Pública, José Tavares, esperava receber R$ 28,5 milhões do Fundo Emergencial. Para isso, tinha enviado um projeto citando as áreas onde o dinheiro seria investido obras de infra-estrutura e reequipamento das polícias Civil e Militar. Com a redução de quase R$ 14 milhões nas expectativas, o diretor-geral da secretaria, Roberto Blasi, informou que um estudo terá que ser feito para definir as prioridades.
Uma das obras citadas por Tavares no projeto é a conclusão da Cadeia Pública de Londrina (R$ 2,8 milhões). A construção está em ritmo lento. A relação de investimentos inclui ainda a informatização da Polícia Civil (que custaria cerca de R$ 3 milhões), a reestruturação do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, a criação do laboratório de genética molecular e o reequipamento do Instituto de Criminalística (IC).
A lista prevê também a recomposição da frota de viaturas das polícias Civil e Militar, ampliações de várias cadeias públicas do Estado e requalificação de policiais.
Sobre os R$ 70 milhões que serão destinados ao Paraná, por meio do Plano Nacional de Segurança Pública, Roberto Blasi disse que não existe data definida. Ele também não sabe como os recursos serão liberados. O governo federal tem dois anos para repassar o dinheiro. Ele informou que os projetos que serão financiados pela verba ainda estão sendo elaborados.
Até o final do ano, o governo federal vai liberar R$ 330 milhões para os Estados, sendo que R$ 73 milhões vão para um fundo de reserva para atender situações de emergência que venham a acontecer. O ministro da Justiça, José Gregori, prometeu fiscalização rigorosa dos recursos repassados aos Estados.


