Brasília - O governo não conseguiu ontem votar a reforma da Previdência em primeiro turno no Senado depois de o governo ter sido surpreendido por um rompante do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), que atacou e até desautorizou o acordo feito na véspera pelo governador Germano Rigotto (RS), do seu partido, sobre as regras do subteto salarial nos Estados. A votação acabou transferida para hoje às 9h30.
A surpreendente reação de Renan atrasou o início da discussão da reforma, que só começou às 18h, após a crise ser contornada numa reunião emergencial de líderes no gabinete do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Às 19h, Sarney anunciou em plenário que, apesar do início das discussões, a votação seria transferida para amanhã. Todos os 81 senadores estavam presentes no início da noite de ontem. ''Somos uma casa de velhos e não queremos passar a noite de pé. Não temos saúde para isso'', disse Sarney, em tom de brincadeira.

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