Governo exonera diretora da Abin
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 19 de maio de 2004
Agência Estado 
São Paulo - O governo federal exonerou anteontem a diretora-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Maria Del'Isola e Diniz, que estava no cargo desde novembro de 2000. Em seu lugar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou o delegado da Polícia Civil de São Paulo, Mauro Marcelo Lins e Silva.
A substituição faz parte da reestruturação da Abin, que tem o objetivo de fazer com que a agência defina quais informações são relevantes para o Estado brasileiro e mantenha seu arquivo atualizado. Embora só tenha sido anunciada terça-feira, a saída de Marisa já era esperada desde o início do governo. Há cerca de dois meses, ela chegou a se reunir com auxiliares para informar que havia colocado o cargo à disposição do general Jorge Armando Félix, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. Na ocasião, Félix negou que houvesse insatisfação por parte da diretora.
O delegado precisa ter seu nome aprovado pelo Senado. Lula encaminhará seu nome à Casa quando voltar da viagem à China. Enquanto isso, o cargo será assumido pelo diretor-geral adjunto, Joneiton de Assis Martins. Na nota divulgada, o governo informa que Marisa deixou o cargo por vontade própria, após três anos à frente da instituição. No entanto, segundo a Folha de S.Paulo apurou, Marisa estava se sentindo desconfortável por saber da suposta reestruturação e chegou a comentar, há algumas semanas, que não recebeu apoio quando o ex-chefe do FBI no Brasil, Carlos Costa, afirmou que a Abin estava sucateada.
A Abin voltou a ficar em evidência com o caso Waldomiro Diniz, quando foi ventilada a hipótese de que a agência não havia levantado corretamente todas as informações de processos relativos ao ex-assessor do ministro José Dirceu.


