Brasília - O Ministério do Desenvolvimento Social excluiu, nos últimos 11 meses, 28.693 famílias do Bolsa-Família, que unificou os programas de transferência de renda do governo federal desde outubro do ano passado. Entre os motivos da exclusão estão mudança na renda dos beneficiados, duplicidade no repasse da verba e irregularidades no cadastro.
O dado faz parte do balanço do Bolsa-Família divulgado ontem pelo ministério. Segundo o diretor de Gestão de Transferência de Renda do ministério, Sérgio Paganini, os dados do cadastro único têm sido revistos com frequência. Por outro lado, de acordo com o documento, o programa passou a beneficiar 1,3 milhão de famílias que não eram atendidas. Neste mês, cinco novos municípios foram incluídos para o repasse de recursos, fechando em 5,9 milhões de famílias beneficiadas. A meta até o final do ano é chegar a 6,5 milhões. Foram incluídas duas cidades do interior de São Paulo, uma de Pernambuco e outras duas de Goiás. Para isso, as prefeituras fizeram o cadastro dos beneficiados, com renda per capita de até R$ 100, e repassaram ao governo.

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