Brasília - O Palácio do Planalto e o Itamaraty evitam alimentar a polêmica provocada pelas sucessivas declarações de autoridades chinesas contra a ampliação do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), defendido, formalmente, pelo Brasil junto com a Alemanha, Índia e Japão. ''Não acho que seja um ataque contra o Brasil'', declarou o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, tentando amenizar a discussão, além de mostrar que esta não é uma preocupação do governo.
Segundo Garcia, a China havia manifestado apoio à entrada do Brasil no conselho, e este assunto será objeto do encontro que os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da China, Hu Jintao, terão na Escócia, no início de julho, quando participarão, como convidados, da reunião do G-8, grupo dos países mais ricos do mundo.
Embora cause estranheza à administração federal brasileira as sucessivas declarações de chineses contra ampliação do CS, tanto o Itamaraty como o Planalto evitam fazer qualquer relação entre essa atitude e a decisão de o Brasil dar novos passos em direção à regulamentação da entrada de produtos chineses no País.

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