Governo estuda forma para inflar orçamento
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segunda-feira, 18 de agosto de 2003
Agência Estado 
Brasília - A base aliada do governo e a própria oposição só vêem uma alternativa para que o País retome a rota do crescimento econômico, em 2004: retirar os investimentos das estatais do cálculo de superávit primário, a economia de gastos para pagamento dos juros da dívida. Motivo: engessado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que prevê um superávit primário de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB), o Orçamento de 2004 terá pouca margem de manobra para investimentos nas áreas sociais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou para hoje o ministro do Planejamento, Guido Mantega, para uma reunião, no Palácio da Alvorada, para discutir a questão. A proposta orçamentária que o Planalto enviará ao Congresso no próximo dia 29, com previsão de receita de R$ 410 bilhões, trouxe à tona a disputa interna no governo.
Ministros não escondem o descontentamento com a paralisia que tomou conta da atividade produtiva. Acham que o ideal seria um superávit primário menor, em torno de 4% do PIB, pois sobraria mais dinheiro (cerca de R$ 4 bilhões) para investimentos sociais. De qualquer forma, a pressão é mais política. Em outras palavras: serve apenas como termômetro da insatisfação com as restrições impostas pelo ajuste fiscal, mas não terá efeito prático.


