Os governistas calculam que aprovarão a prorrogação da CPMF na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado com 12 votos favoráveis e nove contrários. A CCJ é composta por 23 titulares, mas o presidente da comissão, Marco Maciel (DEM-PE), só manifesta o voto em casos de empate. Até o fechamento desta edição - cinco horas após o início da discussão do relatório da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) - a sessão ainda não havia sido concluída.
A expectativa da base era derrotar o relatório da senadora, que pede a extinção da cobrança da CPMF. Com a rejeição, a comissão aprova o texto em separado apresentado pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), favorável à CPMF.
O cálculo do placar de votação considera a abstenção do senador da base Jefferson Péres (PDT-AM), que anunciou ontem que iria se abster por não estar convicto sobre o assunto.
''Lá no plenário vou votar ou sim ou não. Se até lá o governo mandar proposta satisfatória, voto pela prorrogação. Se não me satisfizer, vou votar contra ainda que seja o único a alcançar 49 votos (necessários para a prorrogação da CPMF). Aqui, vou me abster. Lá, não me absterei'', afirmou Péres
Também entra nesse cálculo o voto contrário do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), dos quatro senadores do DEM e quatro do PSDB.
A oposição tentou adiar a votação do relatório de Jucá ao perceber que deve sair derrotada na CCJ. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) pediu vista ao voto em separado de Jucá - o que adiaria a votação por até cinco sessões - mas teve o pedido negado por Maciel.
Segundo Maciel, o regimento do Senado não permite pedido de vista para votos em separado, apenas ao relatório principal apresentado à comissão.
Como na segunda-feira houve pedido de vista coletivo ao relatório de Kátia Abreu, o que provocou o adiamento da votação por 24 horas, a manobra da oposição acabou derrotada pelo regimento da Casa.
Tasso argumentou que, por não conhecer em detalhes a proposta de Jucá, precisaria de um prazo maior para analisar a matéria. Maciel explicou, por outro lado, que o texto do peemedebista chegou a ser publicado no ''Diário Oficial'' do Congresso ontem - o que rebateu os argumentos do tucano.

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