Curitiba - A Assembléia Legislativa reiniciou ontem os trabalhos com uma sessão solene marcada pelo balanço do governador Roberto Requião (PMDB) sobre o primeiro ano de seu mandato. O governador também aproveitou a oportunidade para enviar três mensagens do Poder Executivo, que devem dominar a pauta de votações da Assembléia após o recesso de Carnaval.
Além do plano de cargos e salários dos professores (leia matéria nessa página), o governador também enviou mensagem para a criação de um Fundo de Aval para os pequenos agricultores paranaenses. Segundo o vice-governador Orlando Pessuti, o fundo atenderia num primeiro momento a cerca de 15 mil agricultores que não têm acessos a recursos do Governo Federal. O objetivo do governo é atender 300 mil agricultores até o final do mandato de Requião.
Outra mensagem do governo pede a autorização da Assembléia para que o Poder Executivo injete cerca de R$ 450 milhões na Sanepar. ''Esse dinheiro aumenta a participação do governo na Sanepar, e permite que se invista mais em obras relacionadas ao saneamento básico'', explicou Requião.
No balanço realizado, o governador deu destaque aos decretos que possibilitaram a redução da cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) das pequenas empresas e os descontos dados nas tarifas de energia elétrica e água para as famílias pobres. Requião também voltou a atacar os contratos firmados pelo governador Jaime Lerner (PSB) com as concessionárias de pedágio, e com empresas privadas parceiras da Copel e da Sanepar. ''Vamos continuar manifestando a nossa opção preferencial pelos pobres. Nossa preocupação é com as pessoas, e não com o mercado, que deseja submeter os governantes a seus interesses'', afirmou.
O discurso de Requião foi criticado pelo líder da oposição na Assembléia, Durval Amaral (PFL). Para Amaral, Requião acabou realizando o balanço de um não-governo. ''Ele apenas criticou os contratos, que estão sendo reiteradamente mantidos pelos tribunais superiores, causando apenas desgaste e prejuízo ao Estado. Não se falou na construção de um único posto de saúde, ou nos índices de segurança do Estado. A segurança, aliás, era um dos pontos bases da campanha de Requião, ao ponto dele ilegalmente ter se autonomeado secretário de Segurança no início do governo. E a realidade é que nada foi feito na área, com a criminalidade aumentando cada vez mais'', criticou.

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