Brasília - O governo tenta aprovar hoje na Câmara a medida provisória que fixa o salário mínimo em R$ 260. Para garantir a vitória e driblar as resistências de deputados de partidos aliados que ameaçam votar contra o mínimo, o Palácio do Planalto acionou seu rolo compressor político e desencadeou uma operação envolvendo os ministros políticos para convencer os parlamentares a aprovar a medida provisória sem alteração. Ontem à noite, os líderes governistas pretendiam fazer um mapeamento detalhado do número de votos favoráveis aos R$ 260 em cada bancada aliada. A ordem do Planalto é ''tratar como inimigo'' quem votar contra o mínimo.
Para ajudar nesse convencimento da base aliada, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, conversou de noite com a bancada do PT e o ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, se encontrou no fim da tarde com o líder do PMDB, deputado José Borba (PR), para avisar que os peemedebistas têm obrigação de votar com o governo, no qual possuem cargos em todos os escalões. ''A base vai votar a favor dos R$ 260'', garantiu o líder do governo na Câmara, deputado Professor Luizinho (PT-SP). Para não correr riscos, o governo só pretende pôr em votação a medida provisória com a presença de, pelo menos, 400 dos 513 deputados.

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