Governo enfraquece sem Dirceu, diz jornal francês
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segunda-feira, 27 de junho de 2005
Reali Júnior<br> Agência Estado 
Paris - Acostumado a delegar poderes aos colaboradores mais fiéis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva corre o risco de enfraquecer-se com a saída do deputado José Dirceu (PT-SP) da Casa Civil. Essa é a opinião do principal jornal econômico francês, ''Les Echos'', que, em artigo de uma página, analisa a queda de Dirceu.
O jornal, que exerce forte influência nos meios econômicos e financeiros parisienses, afirma que Lula atribui a Dirceu, ''o mais cubano dos brasileiros'', a responsabilidade por ter obtido a confiança dos mercados financeiros quando da chegada à Presidência. O jornal apresenta aos leitores os quatro políticos que considera como os principais e mais próximos colaboradores de Lula.
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, é apresentado como a ''estrela em ascensão'' do governo um antigo trotskista que deixou um anonimato quase total para se tornar o ministro de esquerda que todo banqueiro internacional gostaria de ter ao lado. O terceiro nome é de o chefe da Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República, Luiz Gushiken, ''o enigmático guru'' e, segundo o jornal, o mais intrigante de todos. O quarto nome é o do chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, um intelectual, homem de aparelho eficaz e interlocutor privilegiado dos movimentos sociais.


