Curitiba - Mais pedidos de criação de cargos comissionados chegaram ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná e podem ser aprovados em menos de 48 horas, dentro do ''serão'' agendado pelos deputados estaduais para esta semana. Duas mensagens ampliam as vagas de livre nomeação na Casa Civil, criando escritórios regionais do governo do Paraná pelo interior e uma Assessoria Especial para Assuntos de Políticas Públicas para a Juventude (AEJ), setor antes contemplado pela Secretaria de Estado da Família. Dos 2.508 funcionários sem concurso do governo estadual, 377 estão lotados na Casa Civil (maior taxa entre as secretarias).
A quantidade exata de cargos estava indisponível até o fechamento desta edição, pela demora na digitalização desses projetos na AL. Também há a previsão de mais comissionados na Secretaria de Estado do Planejamento e a criação de funções gratificadas na pasta da Fazenda. Na mesma toada vieram projetos novos do Tribunal de Justiça (TJ) propondo ajustes na remuneração dos técnicos e analistas judiciários, criação de cargos, mudança na estrutura dos gabinetes de apoio aos juízes de primeiro grau e no Fundo de Reequipamento do Poder Judiciário (Funrejus).
O TJ é o grande responsável pela expansão das vagas sem concurso público no Paraná. Até ontem, somente em 2012 o Tribunal de Justiça já havia solicitado autorização para criar mais de 500 cargos comissionados em sua estrutura. Neste momento, tramita na Assembleia novas 25 vagas para desembargadores. Cada um deles tem direito a funcionários sem vínculo efetivo com o TJ na formação de seus gabinetes, com um impacto financeiro de R$ 30 milhões na folha de pagamento do Judiciário Estadual. A mudança também mexe na correlação política da instituição, ampliando para 145 o colégio de desembargadores do TJ. Também do TJ há a criação de 115 cargos tipo DAS-5, cuja remuneração mensal hoje é de R$ 5,8 mil.

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