Governo e PT preparam festa sóbria na 2 posse de Lula
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sábado, 09 de dezembro de 2006
Luciana Nunes Leal<BR>Agência Estado 
Brasília - PT e governo prometeram ontem ''uma festa, não uma farra'' na posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 1º de janeiro. Depois de três horas de reunião entre partidos aliados e movimentos sociais para planejar as comemorações, os organizadores falaram em sobriedade e economia. Mas estão mobilizados pela levar entre 40 mil e 50 mil pessoas às ruas de Brasília. É menos da metade dos cerca de 110 mil admiradores que prestigiaram a primeira posse de Lula, em 2003. O PT vai pedir, ainda, ajuda aos partidos aliados para garantir ''quórum'' para a festa.
O tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, e o deputado distrital petista Chico Vigilante, integrantes do comitê organizador, confirmaram que beneficiários de programas federais como o Bolsa-Família, o Luz para Todos e o microcrédito serão convidados a participar da posse, mas que os convites ficarão a cargo da Presidência. ''Os beneficiados pelos programas do governo serão convidados e virão se quiserem'', disse Vigilante. ''Isso (o convite aos beneficiários) faz parte do ritual institucional, do governo e da equipe responsável pelo cerimonial. Os partidos não vão se envolver'', afirmou Ferreira.
Para animar a festa, os petistas contam com shows de artistas como Geraldo Azevedo, Zezé di Camargo e Wanessa Camargo, em um palco a ser montado na Praça dos Três Poderes. Tudo bem menos efusivo do que os quatro palcos montados na Esplanada dos Ministérios em 2003. Em vez de shows, os organizadores falam em ''atividade cultural''. E garantem que ninguém vai cobrar cachê. ''Virão os artistas que se dispuserem a animar a população. Não é um show de calouros, serão pessoas de renome no Brasil', disse Vigilante.
Na próxima segunda-feira, uma ''secretaria-executiva da posse'' começará a trabalhar no prédio onde funcionou o comitê da campanha pela reeleição e que será a futura sede do PT em Brasília. Segundo Paulo Ferreira, o PMDB ''e todos os partidos que se decidiram pela coalizão'' serão chamados a integrar a comissão organizadora, somando-se ao PSB, PC do B e PRB e a entidades como Central Única dos Trabalhadores, (CUT), União Nacional dos Estudantes (UNE) e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).
Cada partido e instituição prometeu informar quanto poderá gastar na festa da posse. Os recursos serão usados principalmente para imprimir o material comemorativo, com adesivos que trarão um slogan a ser criado pelo marqueteiro João Santana, o mesmo da campanha pela reeleição. Além do material de propaganda, o PT cuidará do transporte e da acomodação de militantes e também da organização dos shows.
O PT, que tem uma dívida de mais de R$ 40 milhões desde o ano passado, ainda não decidiu quanto investirá na festa da segunda posse e o tesoureiro não arriscou uma estimativa para os custos totais da comemoração. ''A história dos movimentos sindicais e dos partidos no Brasil é viver devendo. Mais umazinha não fará diferença'', afirmou Vigilante. ''O conceito da posse é de economia, não vamos fazer uma festa que não tenha limites'', afirmou Ferreira.


