Governo e parlamentares tentam reverter multa
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terça-feira, 19 de junho de 2007
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Vinte e quatro deputados federais do Paraná, 14 deputados estaduais, os três senadores e vários secretários de Estado se reúnem hoje em Brasília, a partir das 8h30, para debater estratégias com o objetivo de livrar os cofres públicos da multa de R$ 10 milhões que a Secretaria do Tesouro Nacional impõe ao Estado, todos os meses.
A multa se refere ao não pagamento, por parte do Paraná, de títulos podres envolvidos na privatização do Banestado, comprado pelo Banco Itaú por R$ 1,6 bilhão em outubro de 2000, no governo Jaime Lerner (PSB).
Os títulos acabaram como ''mico'' para o Estado em meio ao processo de saneamento do Banestado. O Paraná assumiu o compromisso de compra de títulos dos estados de Pernambuco, Alagoas e Santa Catarina e dos municípios de Osasco (SP) e Guarulhos (SP). Há alguns anos houve acerto e resgate no caso de Pernambuco e Alagoas, mas os demais continuam uma pendência para o governo do Estado. O saneamento do antigo banco estatal consumiu cerca de R$ 5 bilhões, dinheiro emprestado ao Estado pela União.
A reunião desta manhã será na Confederação Nacional da Agricultura (CNA), onde está programado um café da manhã. A intenção do governador é sair com algum encaminhamento do encontro, que vai unir, num fato raro, situação e oposição.
Segundo o Palácio das Araucárias, não havia reunião agendada com a Fazenda ou a Secretaria do Tesouro, pelo menos até o início da noite de ontem. Novas reuniões para tratar do problemas só devem ser definidas no café da manhã.
Entre os participantes estarão a procuradora-geral do Estado, Jozélia Broliani, o chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB), além dos deputados estaduais Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), Caíto Quintana (PMDB), Elton Welter (PT), Valdir Rossoni (PSDB) e Durval Amaral (DEM).
A oposição alega que a multa não pode servir de justificativa para maquiar problemas de caixa. Já os aliados dizem que não há desequilíbrio nas finanças, mas admitem que a multa é 'salgada'.


