Para a oposição, a 24ª etapa da Operação Lava Jato reforça o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Na Câmara dos Deputados, lideranças oposicionistas manifestaram apoio às ações da Polícia Federal de ontem, como a condução coercitiva do ex-presidente Lula. Os governistas alegaram que a nova fase da Lava Jato comprova aspecto político da operação.
O PSB reafirmou a "sua postura crítica em relação ao governo federal". O partido reiterou sua intenção em "marchar em definitivo para a oposição a este governo", segundo nota assinada pelo presidente do partido, Carlos Siqueira, para quem a mudança deverá ser aprovada pela Executiva Nacional.
O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) disse que este 4 de março é um "dia histórico" que representará o "renascimento da República Brasileira", com o Brasil mostrando ao mundo que "ninguém está acima da lei em nosso país".
Também por meio de nota, o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), defendeu a mobilização da oposição para votar o impeachment no Congresso Nacional, e conclamou a população a sair às ruas para se posicionar em defesa da investigação da Operação Lava Jato.
O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), disse que a nova fase da Lava Jato trouxe à luz "a existência de uma organização criminosa", o que, segundo ele, representa "o começo do fim desse projeto".
O líder do PT na Câmara, deputado Afonso Florence (PT-BA), disse que a condução de Lula para prestar depoimento confirma que a Lava Jato é uma operação política e ilegal.

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