Brasília - Em um acordo costurado entre a base aliada do governo e a oposição, a CPI dos Cartões Corporativos encerrou extra-oficialmente suas atividades ontem sem conseguir esclarecer detalhes sobre o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O governo esvaziou a sessão para evitar a votação do requerimento de acareação entre José Aparecido Nunes Pires, ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, e André Fernandes, assessor do senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
A oposição, por outro lado, também não compareceu à CPI para forçar a votação do requerimento. A sessão acabou encerrada por falta de quórum. Como os governistas têm ampla maioria na comissão, já se mobilizaram para impedir a aprovação da acareação na próxima terça-feira ou de qualquer outro pedido para a convocação de suspeitos de envolvimento no dossiê - o que abre caminho para a apresentação do relatório final do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ).
A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), disse que só poderá dar continuidade aos trabalhos da comissão se os requerimentos forem aprovados. Do contrário, vai permitir a leitura do relatório final de Sérgio na semana que vem. ''Na terça-feira, se não votarem favoravelmente o que vou colocar em votação, parto para a leitura dos relatórios'', afirmou a senadora.

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