Governo e oposição fecham acordo para compor CPMI do MST
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Eugênia Lopes<br>Agência Estado 
Brasília - Para não transformar a CPMI do MST em palco de guerra, governo e oposição alinhavaram acordo na Câmara e no Senado para tentar deixar de fora os parlamentares ''radicais''. Os 36 titulares e 36 suplentes da comissão deverão ser indicados pelos partidos até a semana que vem. A ideia é que o comando da CPMI, que será dividido entre o PMDB do Senado e o PT da Câmara, fique nas mãos de políticos de Estados onde os conflitos agrários não são muito acirrados.
''A tendência é baixar a temperatura'', afirmou a líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC). ''A ideia é que a CPI funcione sem queda de braço'', emendou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), um dos indicados para a CPI. ''Não queremos uma briga entre o bem e o mal. Queremos é investigar'', disse o deputado Abelardo Lupion (DEM-PR).
O PT cogita indicar como relator ou presidente da comissão o deputado Luiz Sérgio (RJ), que não tem ligações com o movimento dos sem-terra. Outra hipótese é o PT abrir mão da vaga para o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP).
O líder do PMDB da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), já avisou que vai indicar ruralistas da bancada para integrar a comissão. Mas alertou: ''Essa CPI não pode virar um palanque eleitoral, um instrumento contra o nosso governo''.


