Emerson Cervi
De Curitiba
O governo do Estado retomou ontem as negociações com representantes dos transportadores e setores produtivos sobre o reajuste nas tarifas de pedágio. Dessa vez os concessionários não foram convidados. O secretário dos Transportes, Heinz Herwig e da Fazenda, Giovane Gionédis, junto com o secretário do Emprego e Relações do Trabalho, José Carlos Gomes de Carvalho ouviram sugestões dos diretores de transportadoras, federações das indústrias e do comércio sobre os índices de reajuste.
Os secretários se comprometeram a apresentar as propostas ao governador e marcar uma nova reunião com os concessionários até o fim dessa semana. Segundo a Federação dos Transportadores de Cargas do Paraná (Fetranspar), foi a primeira vez que as entidades conseguiram sentar na mesa de negociação. ‘‘Os secretários mostraram que é possível chegar a um acordo, com o governo dividindo o ônus das concessões com os usuários’’, afirmaram os representantes presentes à reunião.
Os secretários se reuniram com o Governador Jaime Lerner (PFL) ainda ontem à tarde. Os transportadores preferiram manter em sigilo o índice sugerido para não prejudicar as negociações. Também participaram da reunião o presidente do Sindicato dos Transportadores de Cargas do Paraná (Setcepar), Rui Cichella, o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos (Sindicam), Diumar Cunha Bueno, o presidente da Federação do Comércio do Paraná, Rubens Brustolim, o presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Ardison Akel e o presidente da Federação da Agricultura do Paraná (FAEP), Ágide Meneguette.
Cichella manteve a proposta de reajuste máximo de 30% nos valores atuais. Assim, os usuários passariam a pagar de R$ 0,03 por quilômetro para R$ 0,039.
O diretor de uma das concessionárias lamentou que o governo tivesse optado em se reunir apenas com os usuários. ‘‘É difícil chegar a um acordo porque não se trata apenas de definir um índice de reajuste, mas também o cronograma para as obras’’, disse. Ele acredita que qualquer aumento pode ser aceito, desde que o cronograma de obras permita um equilíbrio econômico.