Governo e deputados fecham acordo
Governo e deputados da base aliada fecharam ontem um acordo. Os deputados lerneristas poderão preencher os cargos do terceiro escalão (núcleos e escritórios regionais das secretarias de Estado no interior), mas em troca terão de manter o veto do governador que acaba com a isenção previdenciária de aposentados e pensionistas com mais de 70 anos.
O veto do governador entra na pauta da Assembléia, a partir do dia 22. Os deputados aguardam ainda uma outra mensagem do governo implantando uma isenção escalonada, que pode atingir os servidores inativos inválidos ou então aqueles que recebem até três salários mínimos. O secretário especial para Assuntos da Previdência, Renato Follador Junior, já fez um estudo sobre o impacto que essa nova modalidade de isenção poderia significar.
O encontro dos deputados e do chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda, ontem não selou apenas acordo político envolvendo cargos do terceiro escalão. Mas também discutiu o manifesto dos deputados que pressionam o governo a cumprir ordens de despejo contra o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Taborda se comprometeu a promover uma conversa dos deputados com o governador, no seu retorno dos Estados Unidos, marcado para o dia 21. Participaram da conversa ontem os líderes de bancada Tony Garcia (PPB), Plauto Miró (PFL), Ademar Traiano (PTB), Edno Guimarães (PL), Ricardo Maia (PSB) e Francisco Noroeste (PSC). O líder do governo Valdir Rossoni (PTB) também estava presente.
Parte da reunião com os deputados foi reservada para uma discussão sobre convênios e emendas parlamentares não cumpridas pelo governo e cujos repasses financeiros foram suspensos pela Secretaria da Fazenda. Segundo Edno Guimarães, do PL, o governo promete retomar os pagamentos agora no dia 20 de fevereiro. (L.D)





