O senador Osmar Dias disse ontem que está ‘‘indignado’’ com a mobilização dos aliados do governador Jaime Lerner (PFL) para esvaziar a bancada do PSDB na Assembléia Legislativa. ‘‘Eu não posso acreditar, mas o governo estadual se transformou num balcão de negócios. Não temos nada para oferecer em troca da permanência dos deputados. O que temos é um partido, uma estrutra e uma proposta política descente, só isso’’, reagiu.
Osmar não quis comentar a saída do deputado Carlos Simões, para o qual seu irmão Álvaro Dias emprestou apoio incondicional na disputa para a prefeitura de Curitiba no ano passado. Nem a de Albanor Gomes. ‘‘Eu não participei das campanhas deles e quem tem que julgá-los são os eleitores do Paraná. Eu prefiro me abster’’, declarou o senador, que reforça suas intenção de não ‘arredar o pé’ do PSDB. ‘‘O meu passe ninguém compra’’, provoca.
Para o senador, o governador ‘‘continua adotando métodos da ditadura ao tentar na força cooptar tucanos para se filiarem às siglas aliadas’’. E isso é um grande obstáculo para qualquer conversa em torno de uma aliança PSDB-PFL para as eleições do ano que vem. ‘‘Esse balcão de negócios em que se transformou esta questão prejudica a democracia e a credibilidade dos políticos. Isso tem de acabar’’, afirmou.
As críticas do senador não tiveram ressonância no governo. A orientação no Palácio Iguaçu é de não comentar o assunto. As últimas declarações de Lerner, antes da viagem para a Suíça, foram de que a movimentação tucana ‘‘não passa de uma rearrumação partidária, não tendo o governo qualquer participação nas decisões dos deputados’’. (L.D)

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