Porto Alegre - O governo gaúcho tratou de apaziguar, no final da semana, os ânimos no município de São Gabriel, onde ruralistas e MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) vivem um clima tenso de disputa. Um grupo de 800 sem-terra, que faz uma marcha até a cidade há 11 dias, está a menos de 150 quilômetros do destino.
  Os sem-terra pedem a desapropriação de 13,2 mil hectares no município, medida estabelecida pela União, mas suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF). ‘‘Estamos conversando, cremos no diálogo, com participação do governo federal. Não haverá desrespeito à lei. Os sem-terra têm o direito de manifestação. O debate político acirrou os ânimos, mas ficará nisso’’, disse o secretário estadual da Reforma Agrária, Vulmar Leite, que foi a São Gabriel, que fica na fronteira oeste do Estado.
  O Ministério do Desenvolvimento Agrário entregou denúncia à Procuradoria Geral de Justiça sobre o clima de tensão no município. A Secretaria da Justiça e da Segurança abriu investigação para saber a origem de panfleto com sugestões do emprego de métodos como incêndio de acampamentos, além da reação armada por parte da população contra os ‘‘ratos’’, a ‘‘escória humana’’.

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