O caixa da Agência de Fomento do Paraná, instituição financeira de economia mista na qual o Estado é sócio majoritário, está R$ 150 milhões menor desde dezembro último, o que corresponde à extinção de 150 mil ações ordinárias. O dinheiro foi para as contas da administração que, para fazer frente às despesas do final do ano, fez a retirada das ações. A Fomento existe desde 1999 com o objetivo de abrir crédito para municípios, além de fornecer apoio financeiro para pequenas e médias empresas e micro e pequenos empreendedores.
Conforme o extrato da assembleia geral extraordinária, realizada em dezembro, mas publicada somente no início da semana no Diário Oficial do Paraná, o pedido da gestão Beto Richa (PSDB) foi aprovado pela maioria dos votos, com a condição de retorno do capital. Não há prazo, contudo, para a volta dos recursos. Com a extinção das ações ordinárias do governo estadual, o capital social da Fomento ficou em R$ 1 bilhão.
Procurado, o presidente da Fomento Paraná, Juraci Barbosa Sobrinho, que também comanda o PSDB de Curitiba, estava em reunião e não pôde conceder entrevista. A assessoria de imprensa informou que a movimentação do sócio majoritário não compromete os programas em andamento da instituição. No ano passado, informou a assessoria, houve aumento nas operações de crédito junto ao setor privado, fechando 2013 com 11% do capital. A movimentação máxima é 25% no setor.
A assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu confirmou que as dificuldades financeiras levaram o governo estadual a buscar os recursos "que estavam parados" na Fomento para engordar o caixa. Porém, não soube dizer em quais pendências o valor foi empregado.

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