Curitiba - A segunda discussão do projeto de lei de autoria do Executivo que prevê a participação do Estado em consórcios intermunicipais para gestão dos resíduos sólidos criou polêmica ontem na Assembléia Legislativa e a proposta acabou sendo retirada da ordem do dia. É que, pela mensagem original, o governo do Estado pedia autorização apenas para entrar no consórcio da Região Metropolitana de Curitiba, já constituído por lei no ano de 2005. Um substitutivo geral apresentado pela Comissão de Ecologia e Meio Ambiente incluiu, no entanto, outras regiões - de Londrina, Foz do Iguaçu, Apucarana, Maringá, Umuarama, Cascavel, Guarapuava, Campo Mourão e de Ponta Grossa.
O deputado Dobrandino da Silva (PMDB) apresentou uma emenda para retirar a região de Foz do Iguaçu do substitutivo.
Por conta da confusão estabelecida no plenário, o projeto acabou sendo retirado por uma sessão e deve retornar à Casa na próxima semana. ''Não me sinto em condições de aprovar um projeto de lei que cria 'braços' conforme a vontade política dos representantes de cada região'', afirmou o deputado Valdir Rossoni (PSDB), líder da oposição. O Líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), garante que o Executivo aprova a idéia de incluir novas regiões.
Outra dúvida colocada ontem pelo deputado Tadeu Veneri (PT) se refere ao texto da mensagem, que em nenhum momento explica se é a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) quem atuaria nos consórcios. A suposta falha, segundo o petista, pode ser uma 'brecha' para a terceirização. Romanelli afirmou que o governo do Estado pode enviar uma outra mensagem na sequência tratando do assunto.

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