Curitiba - As tarifas cobradas pelas concessionárias de pedágio do Anel de Integração de rodovias do Estado vão ficar em média 5,72% mais caras a partir do próximo domingo. O reajuste foi homologado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar) e pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), órgão do governo estadual, e publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Estado.
A tabela com todos os valores de cada uma das praças será oficialmente divulgada hoje pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). Entretanto, a partir do índice de reajuste já homologado, a reportagem calculou o aumento que deve ocorrer em algumas praças do Estado. Nas rodovias da região Norte, o pedágio mais caro segue sendo o de Jataizinho, na BR-369, administrado pela empresa Econorte. O motorista de um automóvel comum, que paga R$ 13,40, vai desembolsar R$ 14,20 a partir de domingo.
Outros reajustes vão ocorrer nas praças sob a concessão da Econorte: no pedágio de Sertaneja, na PR-323, o preço vai subir de R$ 11,50 para R$ 12,20; em Jacarezinho, na BR-369, o valor sobe de R$ 12,40 para R$ 13,10; e no pedágio de Arapongas, na BR-369, o preço passa de R$ 6,10 para R$ 6,30. Já na praça de Medianeira, administrada pela concessionária Viapar, o valor sobe de R$ 6,10 para R$ 6,30. E na praça de pedágio de Ortigueira, da BR-376, e de responsabilidade da Rodonorte, o valor vai de R$ 8,50 para R$ 9,00.
O pedágio localizado em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, continua o mais caro de todo o Estado. No domingo os usuários da BR-277, que pagam R$ 14,60, terão que desembolsar R$ 15,40.

Ecocataratas
No caso específico da Ecocataratas, que administra cinco praças na BR-277, o aumento pode ser ainda maior. A obra de duplicação de 14 quilômetros que já foi concluída entre as cidades de Matelândia e Medianeira, no Oeste, tinha sido retirada do contrato original, mas foi retomada a pedido do governo estadual. Para arcar com o custo da obra, a empresa solicitou um reajuste adicional, além dos 5,72% já confirmados, e que seria aplicado em duas oportunidades: 3,82% a partir do dia 1º de dezembro de 2013; e 3,82% a partir de 1º de dezembro de 2014. Até o início da noite de ontem, a Agepar ainda não tinha informações sobre o pedido da empresa.

Negociação
O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Neto, informou que as negociações sobre a revisão nos contratos com as concessionárias continuam e que um grupo técnico formado por integrantes do DER e representantes de entidades e federações estão trabalhando conjuntamente neste sentido. "Não vai ter como mexer neste reajuste porque está previsto em contrato, mas estamos avançando e continuamos negociando na tentativa de rever o preço das tarifas sem reduzir os investimentos em obras nas rodovias", afirmou ele.

Embate político
Por outro lado, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pedágio da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Nelson Luersen (PDT), criticou a homologação do aumento. Os deputados da CPI chegaram a protocolar um requerimento na AL na sessão de anteontem, solicitando que o governo estadual não concedesse o reajuste. Como o requerimento não foi votado, um ofício foi encaminhado à Agepar e ao DER, pedindo que a homologação fosse postergada, o que não aconteceu.
De acordo com Luersen, o reajuste das tarifas ocorre num momento inoportuno. "O governo suspendeu as ações judiciais para negociar com as concessionárias e agora concede este aumento? Não dá para entender. Além disso a CPI do Pedágio está em andamento e o próprio auditor do Tribunal de Contas da União (Davi Gomes Barreto) que depôs na CPI apontou que os contratos favorecem as concessionárias", afirmou. Ainda segundo o deputado, o relatório final da CPI deve ficar pronto em março de 2014.
Já o líder do governo na AL, Ademar Traiano (PSDB), reforça que o reajuste anual está previsto nos contratos com as empresas. Segundo ele, a não homologação do índice por parte do governo estadual não impede as concessionárias de obterem o aumento por via judicial, como ocorria na gestão anterior, do peemedebista Roberto Requião.

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