Imagem ilustrativa da imagem Governo do PR defende funções gratificadas e garante economia em reforma
| Foto: Orlando Kissner/Alep

Curitiba - O líder do governo Ratinho Junior (PSD) na AL (Assembleia Legislativa) do Paraná, Hussein Bakri (PSD), defendeu nessa segunda-feira (27) a segunda etapa da reforma administrativa, em tramitação na Casa. Segundo ele, mesmo com a criação de 45 funções gratificadas, a proposta resultará em uma economia de R$ 16 milhões aos cofres públicos.

Os novos cargos estão previstos no artigo 12 do projeto de lei 594/2019, que une diversas autarquias ligadas à agricultura no Paraná. "É um simples remanejamento. Não são cargos. São funções gratificadss. Vão ser retiradas e ficar à disposição da Casa Civil para, se necessário, serem utilizadas em questoes técnicas em outras secretarias", diz Bakri.

Conforme o líder da oposição, Tadeu Veneri (PT), o impacto real dessas funções chegaria a R$ 4,2 milhões anuais, considerando os encargos. "Se forem usadas sim [haverá gasto], mas não é o desejo usar nesse primeiro momento. O que o governo não quer é eliminar essas funções gratificadas. Elas estão hoje no escopo da Secretaria de Agricultura. Vai ser um guarda-chuva", justifica o líder governista.

Ainda de acordo com o deputado do PSD, a ideia da reforma é dar mais agilidade ao governo. "Hoje temos alguns órgãos que funcionam aqui e acolá, vários imóveis e veículos que são utilizados. No conjunto você acaba economizando, mas mais importante que isso é a eficiência da máquina", opina.

Bakri também respondeu sobre a existência de um parecer da Secretaria da Fazenda, de junho, que teria estimado uma despesa extra de R$ 31 milhões, ao invés da economia de R$ 16 milhões. O documento foi publicado no blog Contraponto, do jornalista Celso Nascimento. A própria pasta na sequência reformulou seu entendimento.

"Ainda que respeite aquele outro estudo, tenho de avaliar uma série de condições: a eficiência da máquina, a redução de imóveis que teremos, de vários automóveis, e a redução se diretorias. Eu costumo acreditar no ser humano. Tenho um estudo da Fazenda, oficial, que aponta economia de R$ 16 milhões, e é nele que eu me baseio", afirma.

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