O governo do Paraná se rendeu às pressões da Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef) e da Associação Nacional dos Defensores Públicos Estaduais (Anadep) e começa a analisar a implantação da Defensoria Pública no Estado. O governador Orlando Pessuti (PMDB) incumbiu a missão ao secretário de Ciência e Tecnologia do Governo, Nildo Lubke. A articulação começou ontem por meio de contatos telefônicos da advogada da Secretaria de Justiça do Paraná, Elizabeth Guimarães, em busca de apoio da Anadef e Anadep.
''Recém-empossado, o governador Pessuti mostrou sensibilidade para superar a inércia do Governo do Estado, que há mais de 20 anos se recusa a trazer cidadania para os grupos vulneráveis do Estado paranaense'', afirma o presidente da Anadef, Luciano Borges.
No último dia 13, as entidades realizaram em Ponta Grossa uma audiência para discutir o assunto. Pessuti, pré-candidato ao governo - junto com outros postulantes ao cargo, Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) - receberam convite para participar do evento, porém, não compareceram. A proposta é contrária ao que previa o também ex-governador Roberto Requião (PMDB). No dia 23 de março, Requião firmou convênio com a Ordem dos Advogados do Brasil/PR e a Justiça Estadual, que prevê a liberação de R$ 65 milhões para a contratação de advogados dativos - aqueles nomeados pelo juiz quando o cidadão não tem quem o represente em juízo.

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