Governo do Estado 'limpa' a pauta na Assembléia
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quarta-feira, 14 de maio de 2008
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Durante sessão plenária que se estendeu até 23h30, anteontem, a Assembléia Legislativa aprovou dois projetos de lei considerados fundamentais pelo governo do Estado, mas que se arrastavam na Casa por conta de um embate travado com a bancada da oposição e até com parlamentares da própria base. Os projetos de lei, que agora seguem para sanção do Executivo, autorizam um reajuste geral de 5% nos salários dos funcionários públicos do Estado e a criação de 182 cargos comissionados para a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
A bancada de apoio conseguiu derrubar oito das nove emendas apresentadas ao projeto de lei que concede um reajuste geral nos salários dos quadros do Executivo. Parte das emendas rejeitadas cobrava um índice superior ou tentava estabelecer uma mês para a aplicação efetiva do reajuste geral. Pelo texto do projeto de lei, não há data para o Executivo conceder o índice, o que será feito apenas quando houver dinheiro em caixa.
Já as duas emendas apresentadas ao projeto de lei que cria 182 cargos comissionados ligados à Sesa e extingue outros 105 postos também foram derrubadas por orientação do líder do governo do Estado, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB). Uma das emendas obrigava a realização de concurso público para o preenchimento dos cargos. A outra emenda derrubada tentava equiparar o salário dos três atuais diretores dos hospitais universitários de Londrina, Maringá e Cascavel com o salário dos cargos criados a partir da aprovação do projeto de lei.
Os cargos são de chefia e serão destinados a 16 hospitais que estão sendo reformados ou construídos no Estado, nas cidades de Curitiba, Piraquara, Paranaguá, Tibagi, Paranavaí, Lapa, Londrina, Campo Largo, Ponta Grossa, Guaraqueçaba e Francisco Beltrão.
Em Londrina, os cargos serão destinados ao Hospital Anísio Figueiredo, na Zona Norte, e Hospital Dr. Eulálio Ignácio de Andrade, na Zona Sul, ambos em fase de ampliação, segundo o governo do Estado. Para as sete unidades de porte dois, incluindo os dois hospitais de Londrina, serão destinados sete cargos de diretor-geral (cada um com salário de R$ 6.010,09), 14 cargos de diretor (cada um com salário de R$ 3.730,36), 14 cargos de chefe de núcleo (cada um com salário de R$ 1.604,33) e 35 cargos de chefe de seção (cada um com salário de R$ 1.604,33).


