Governo diz que falta de provas motivou arquivamento
Curitiba - Em nota oficial divulgada ontem, o governo do Estado disse que os quatro procedimentos administrativos abertos pela Corregedoria da Polícia Civil contra o investigador Délcio Augusto Rasera ''foram analisados pela Coordenadoria Técnico-Jurídica da Casa Civil, que definiu pelo arquivamento dos procedimentos por falta de elementos que pudessem subsidiar a punição do investigador. Esses fatos não têm nada a ver com as denúncias do Ministério Público e que levaram o investigador à prisão''.
Ainda de acordo com a nota, ''para não atrapalhar a ação do Ministério Público'', o governo do Estado teria tomado ''as atitudes cabíveis imediatamente após a operação, desligando o servidor de suas funções administrativas e designando um delegado especial da corregedoria para acompanhar e auxiliar na prisão''. Uma equipe do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e também policiais militares teriam colaborado na ação da Promotoria de Investigação Criminal (PIC) ''tanto para prender o investigador quanto para desmantelar a rede que seria mantida por ele''.
Num outro trecho da nota, a informação é de que, em relação a Rasera, ''um novo procedimento está sendo aberto e deverá culminar em demissão imediata caso sejam comprovadas as denúncias apresentadas pelos integrantes do Ministério Público''. (C.S.)





