Governo deve renegociar ações
Curitiba - Na opinião do ex-secretário de Fazenda, o governo do Estado não deve perder as ações da Companhia Paranaense de Energia (Copel) dadas em garantia ao Banco Itaú, em troca dos precatórios comprados de Pernambuco, Alagoas e Santa Catarina, e dos municípios paulistas de Osasco e Guarulhos. Os títulos foram comprados por cerca de R$ 500 milhões, em 1996, pela Banestado Leasing e o governo ainda não recebeu o pagamento.
O governo precisa resgatar os títulos até março. Se isso não ocorrer, o Itaú (que comprou o Banestado em outubro de 2000), passará a deter as ações caucionadas.
Para Giovani Gionédis, a compra foi um péssimo negócio. Foi um mau negócio na época, para não evoluir em outras coisas. Aliás foi um negócio inacreditável, porque um secretário de Estado tinha um limite de R$ 2 milhões para autorizar licitações, e o presidente da Banestado Leasing (na época Osvaldo Magalhães dos Santos, morto em acidente de carro em 1998) comprou R$ 500 milhões em títulos sem a autorização de ninguém, lembrou.
Quanto às parcerias feitas pela Copel com outras empresas e hoje questionadas na Justiça, Gionédis garantiu que mesmo sendo o dono do cofre do Estado, não teve acesso aos contratos feitas na época. Os acertos, segundo ele, foram autorizados pelo presidente do Conselho de Administração da Copel, Alex Beltrão. Fora do governo, o ex-secretário ingressou com várias ações na Justiça para contestar o modelo de privatização adotado pelo Estado para sua empresa de energia. (R.H.)





