Governo desiste de defender Copel
Curitiba - A Procuradoria Geral do Estado (PGE) deve orientar o departamento jurídico da Copel para renunciar ao direito de defesa da empresa na ação que pede a devolução do dinheiro que a estatal emprestou para a DM Participações. Esse empréstimo financiou a construção da Usina Hidrelétrica de Foz do Chopim. Além disso, a Copel vai pedir ao juiz que desconsidere as defesas apresentadas até agora por ela na ação.
A informação é do advogado Carlos Abrão Celli, autor de várias ações contra a Copel. Se isso acontecer, Celli disse que a estatal paranaense deixa de ser passiva nas ações e passar para o lado ativo, ao lado dele. Ou seja, a Copel passa a ser pólo ativo nas ações que pedem devolução de dinheiro destinadas a sociedades e parcerias mal explicadas durante as gestões anteriores da estatal. O advogado acredita que agora, com o novo governo, as ações devem ser aceleradas na Justiça.
Celli moveu 13 ações contra as parcerias firmadas pela Copel. Juntas, elas pedem a devolução mínima de R$ 211 milhões, que corresponde ao valor que a estatal emprestou para seus sócios da iniciativa privada construírem empreendimentos, em que ela aparece como acionista minoritária.
''Na minha ação estou pedindo a devolução também dos lucros que todos os parceiros vêm tendo às custas da Copel todos esses anos'', disse. Celli moveu ação contra parceria entre a Copel a Logos Energia Ltda; Copel e D.G.W. Participações Ltda; Copel e Tradener Ltda; Copel e British Gas do Brasil Ltda; Copel e BHP do Brasil Energia Ltda; Copel e El Paso Empreendimentos e Participações Ltda; Copel e U.E.G.Araucária Ltda; Copel e Foz do Chopim Energética Ltda; Copel e Construtora Mogno Ltda; Copel e MBC Participações Ltda; Copel e PEM Engenharia Ltda; Copel e Escoelétric Ltda.(V.C.)





