Curitiba - A Corregedoria do governo do Paraná detectou irregularidades em cinco obras realizadas por uma empresa de construção civil na região de Guarapuava (cidade-pólo/Centro). ''A empresa utilizou materiais de qualidade inferior ao que estava especificado e não realizou serviços pelos quais o governo pagou'', explica o corregedor, Luiz Carlos Delazari.
A fraude foi descoberta depois que a Secretaria de Estado de Obras Públicas (SEOP) recebeu denúncias contra a empresa. ''Em cerca de 20 dias realizamos uma auditoria e comprovamos as irregularidades'', aponta. Um funcionário comissionado da SEOP em Guarapuava foi demitido e dois servidores de carreira estão sendo submetidos a processos administrativos.
''A Secretaria só paga por um serviço depois que um funcionário do Estado vai até a obra e comprova que o que está descrito no contrato foi realizado'', diz Delazari. Os três servidores suspeitos de colaborar com a fraude assinaram documentos nos quais reconheciam como realizados obras que não haviam sido executadas da forma contratada pelo Estado.
Apesar disso, nenhum dos três apresentou defesa ainda. ''O que fizemos foi uma auditoria, que é um processo unilateral. A defesa desses servidores será apresentada no processo administrativo'', explica.
Segundo Delazari, as obras com irregularidades já haviam sido concluídas e já estavam 80% pagas pela SEOP. ''Eram obras de reformas. Algumas terão que ser refeitas para que os problemas apresentados sejam corrigidos'', indica. Delazari relata que entre os problemas identificados está a construção de um muro sem prumo e com altura inferior ao especificado.
O resultado da auditoria será encaminhado pela Casa Civil ao Ministério Público para investigação. Durante a reunião semanal de governo ontem o governador Roberto Requião (PMDB) também solicitou que a empresa envolvida no caso seja declarada inidônea.

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