Governo deixa de pagar ônibus usados em festa
Albari RosaManoel Pacheco está de plantão no Iguaçu para receber dívidaO governo do Estado ainda não pagou as empresas de ônibus contratadas para transportarem trabalhadores rurais durante a cerimônia de comemoração da 350ª Vila Rural instalada no Paraná, ocorrida no último dia 21 de junho em Campo Mourão. A dívida, que corresponde a aproximadamente R$ 250 mil, já virou uma dor-de-cabeça para o diretor geral da Casa Civil, Amauri Ramos, procurado diariamente pelos fornecedores dos 400 ônibus envolvidos na festa.
O micro-empresário Manoel Pacheco, dono da Pacheco & Bueno Ltda, em Cornélio Procópio, fez plantão durante a semana, no Palácio Iguaçu, para reverter o atraso. Ele foi procurado por telefone pelo funcionário da Casa Civil, Ivan Rodrigues, para conseguir 28 ônibus para o evento, em meados de junho. Pacheco fez contatos de última hora com nove empresas da região e garantiu 19 veículos, o que custou, segundo ele, por volta de R$ 20 mil, pouco mais de R$ 1,1 mil pelo aluguel de cada carro.
Me prometeram pagamento na semana seguinte e até agora nada. Não levei a minha comissão (de 10%) e os proprietários das transportadoras querem o meu couro. Me ligam todo dia, reclamou. Pacheco disse que não conseguiu ter acesso ao responsável pela liberação do dinheiro e que foi empurrado de uma sala para outra desde quinta-feira passada. Quem é que vai pagar estas despesas extras? Os donos das transportadoras não vão entender este atraso como normal, apelou antes de deixar Curitiba, ontem.
A assessoria do governo informou à Folha ontem que a Casa Civil espera contornar a pendência financeira com as transportadoras contratadas até a semana que vem. O secretário-chefe da Casa Civil, Cândido Martins de Oliveira, pretende se reunir com os secretários da Política Habitacional, Rafael Dely; e da Agricultura, Antonio Leonel Polloni, cujas pastas estão envolvidas no evento de Campo Mourão, para encontrar uma solução. Procurados pela reportagem, os funcionários da Casa Civil, Amauri Ramos, e Ivan Rodrigues, preferiram não se manifestar sobre o atraso nem sobre as declarações dadas por Ezequiel Pacheco. (L.D)





