Agência Estado
De Brasília
A reforma política é a prioridade da agenda que os estrategistas do presidente Fernando Henrique Cardoso estão montando sob a alegação de melhorar a imagem do governo e das instituições brasileiras. Na terça-feira, o presidente reúne-se com os líderes dos partidos aliados para defender a reforma política como peça essencial à consolidação da estabilidade no Brasil, aliando governabilidade à recuperação da economia. Setores do PSDB vêem, nestas propostas, a largada para o parlamentarismo, que juram sonhar implantado só em 2006.
Um dos articuladores da reforma afirma que, na primeira fase essa estratégia envolve apenas projetos de lei, o que facilita a aprovação por serem necessários menos votos do que para uma emenda constitucional. A apresentação das propostas será fatiada - uns projetos na Câmara, outros no Senado, tramitando concomitantemente –, dificultando uma reação contrária em bloco. Foram eleitos como prioritários quatro pontos que, no cronograma desenhado, têm chances de ser votados até o final deste ano.
Os pontos escolhidos são: cláusula de barreira, fidelidade partidária, fim das coligações para as eleições proporcionais e ampliação do número de vagas destinadas a cada partido para disputar as eleições. Só depois de abrir as brechas para as mudanças das regras eleitorais é que os governistas pretendem tentam mexer no sistema partidário, especialmente na substituição do voto proporcional pelo voto distrital.

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