Governo decide retirar artigo polêmico para aprovar reforma
Agência Estado
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Parlamentares e sincalistas, após a reunião na Câmara sobre a Previdência: acordo em vistaCom a decisão do Senado de retirar o privilégio dos magistrados da reforma administrativa, sem que a emenda retorne à Câmara, os líderes aliados do governo na Câmara decidiram seguir o mesmo caminho. Em um almoço ontem em Brasília na casa do ministro das Comunicações Sérgio Motta, eles decidiram que o artigo da reforma previdenciária que prevê a cobrança de contribuição dos servidores inativos será retirado do projeto. Os líderes usam como argumento o mesmo do Senado: o assunto já foi discutido pela Casa.
A decisão envolveu os líderes do governo, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA); do PFL, Inocêncio Oliveira (PE); do PMDB, Geddel Vieira Lima (BA); do PTB, Paulo Heslander (MG), do PPB, Odelmo Leão (MG); e os ministros Luiz Carlos Santos, Reinhold Stephanes e Sérgio Motta.
Segundo alguns líderes presentes no almoço, todos concordaram que este é, atualmente, o maior gargalo da reforma previdenciária e o que mais afugenta votos da base aliada. Achamos que, assim, temos os votos necessários para aprovar a reforma, afirmou o líder Inocêncio Oliveira.
Vilão A idéia dos líderes é considerar a similaridade da mudança da reforma previdenciária com a da reforma administrativa, feita pelos senadores. Em dois momentos distintos, a contribuição dos inativos foi considerada inconstitucional pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e rejeitada pelo plenário.
Ontem, Sérgio Motta recebeu apelos para resolver outro problema. Desta vez, o vilão é o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Sérgio Cutolo, que está retendo desde 1997 a liberação das verbas orçamentárias destinadas às bases eleitorais dos parlamentares.





