Governo decide manter Banco Del Paraná e anuncia expansão
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terça-feira, 22 de julho de 1997
Curitiba 
O governo do Estado desistiu de vender o Banco Del Paraná - instituição financeira do Banestado no Paraguai - como havia anunciado há pouco mais de um mês. O governo recuou e vai até mesmo investir em novos produtos no banco paraguaio, além de abrir agências na Argentina e Chile.
A decisão de manter o Del Paraná foi tomada após uma reunião com o presidente do Paraguai, Juan Carlos Wasmosy. Dois pontos pesaram no recuo da venda: lucro de US$ 2,5 milhões no semestre e descoberta de fraude no valor de R$ 20 milhões, entre 1992 e 93, durante o governo Roberto Requião (leia texto nesta página).
Operações regulares As fraudes vieram à tona após uma auditoria feita pelo Banco Central do Paraguai. O resultado da investigação foi apresentado em uma reunião com membros do Banco Central, o presidente do Paraguai e diretores do Banestado. Wasmosy garantiu que agora o Del Paraná está com operações regulares e pediu para que o banco fosse mantido nas mãos do governo paranaense.
O Banco Central do Paraguai determinou a liquidação de quatro instituições financeiras do país e procura fortalecer os bancos que sobraram.
Eles querem um banco mais agressivo, afirmou o presidente do Banestado, Manoel Garcia Cid. Ele afirmou que a decisão de manter a instituição se deve ainda à rentabilidade, que está em 12% sobre o patrimônio líquido.
O último balanço mostra que o Del Paraná tem um patrimônio de US$ 20 milhões e pela primeira vez teve lucro. Hoje, a carteira do Del Paraná é formada por US$ 50 milhões.
Além de manter o banco no Paraguai, o Banestado fará novos investimentos no Mercosul. O banco abrirá uma sede da Seguradora Gralha Azul e uma empresa de capitalização, em Assunção. Na Argentina e Chile, dois escritórios serão abertos.
A instalação de escritórios é o primeiro passo legal para que uma instituição financeira possa entrar em um país. (C.M.)


