BRASÍLIA - O governo de Rondônia vai ter que decidir em um mês o que pretende fazer com o Banco do Estado de Rondônia (Beron), que deixou de ser uma simples instituição bancária estatal da Amazônia para se tornar uma fonte de emissão fraudulenta de títulos públicos. Com um prejuízo mensal de R$ 4,9 milhões, o Beron acumulou nos últimos dois anos dívida de R$ 230 milhões, justamente no período em que começou a ser dirigido pelo Banco Central, por meio de Regime de Administração Especial Temporária (Raet).
Quando assumiram a direção do Beron como interventores, os funcionários do Banco Central, Flora Valadares, Altino Almeida e Francisco Mendonça encontraram uma dívida de R$ 30 milhões. Tinham a missão de sanear a instituição, mas desde o dia 20 de fevereiro de 1995, quando a Raet foi instituida no Beron, a dívida cresceu em R$ 230 milhões.

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