Governo de Requião também comprou títulos públicos
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segunda-feira, 07 de abril de 1997
Sucursal de Curitiba 
O Palácio Iguaçu decidiu partir para o contra-ataque. Ontem, a assessoria do governador Jaime Lerner (PDT) distribuiu matéria oficial acusando o ex-governador Roberto Requião, relator da CPI dos Títulos Públicos, de também ter autorizado operações de compra e venda de títulos públicos estaduais. Apenas em títulos do Estado de Goiás, as operações teriam totalizado R$ 359 milhões. E da mesma forma que as negociações atuais, no mercado secundário. Também teriam sido comprados títulos da Paraíba.
O presidente do Banestado, Domingos Murta Ramalho, tentou repassar estas informações ontem, durante o seu depoimento à CPI dos Títulos em Brasília. O presidente da Comissão, senador Bernardo Cabral (PFL-AM), abortou a intenção de Murta Ramalho ao enfatizar que as discussões deveriam se restringir aos anos de 95 e 96.
Coube a Murta Ramalho lembrar que as questões levantadas pela CPI poderiam ser evitadas se o Banco Central promovesse leilões dos títulos públicos estaduais e municipais, possibilitando o acesso dos grandes bancos a esses pápeis, sem intermediações.
O presidente do Banestado disse ainda que a compra de títulos estaduais era e continua sendo considerada pelo mercado uma forma segura de aplicação financeira, não havendo um único precedente de iliquidez no vencimento. Essa garantia tem como fundamento o direito de rolagem automática prevista na Constituição Federal e o mecanismo de substituição dos títulos estaduais por Letras do Banco Central, as LBCs, emendou.
Quanto às operações de compra de títulos, a Banestado Corretora acumulou R$ 22,8 milhões, disse Murta Ramalho. Ele acrescentou que em todas as compras, os deságios estavam acima da taxa de overnight.
Ramalho falou ainda que a composição da carteira de fundo da Banestado Corretora segue o enquandramento da Circular 2.688 do Banco Central, que limita a 10% do total a concentração máxima de títulos de um único emissor. Na composição atual, a carteria contabiliza títulos de 12 estados, quatro municípios e 36 diferentes papéis privados. Essa diversificação é uma garantia de lucro para a instituição e seus investidores, diz o material do Palácio Iguaçu.


