Agência Estado
De Maceió
O governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PSB), anunciou ontem uma tabela de redução salarial progressiva, de 9% a 14%, para os servidores públicos com remuneração acima de R$ 1 mil. Além disso, estabeleceu um ‘‘teto salarial de emergência’’ de R$ 5,5 mil. Lessa explicou que a medida foi tomada para garantir o pagamento de quem ganha menos e em consequência da queda do repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
Segundo o governador, a medida atinge 13% dos servidores do Executivo, cerca de 7 mil dos 52 mil. Com o ‘‘empréstimo compulsório’’, o governo espera economizar R$ 3,8 milhões para completar a folha de junho, no valor de R$ 42 milhões.
A retenção de parte dos salários dos servidores do Executivo será contestada na Justiça por sindicatos de várias categorias. O presidente do Sindicato dos Fiscais de Renda de Alagoas, Irineu Torres, disse que vai entrar com um mandado de segurança na Justiça contra o ‘‘confisco’’, alegando que o governador está quebrando o princípio constitucional da irredutibilidade dos salários. Segundo Torres, a ação judicial será definida amanhã, durante uma assembléia da categoria. ‘‘O governador diz que não tem dinheiro para pagar os servidores, mas contratou uma auditoria da Fundação Getúlio Vargas (FGV) por R$ 1,5 milhão’’, criticou o sindicalista.
Lessa diz que não teme as ações na Justiça e promete devolver o dinheiro do ‘‘empréstimo compulsório’’ a partir de setembro, se tiver recursos em caixa.

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