Brasília - O governo dá como encerrada a questão das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) para a base aliada no Senado. A afirmação feita ontem pelo líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL), de que ''a maioria não quer uma investigação política'' dos casos Waldomiro Diniz, bingos e Celso Daniel é a senha para que tanto a administração federal como a base aliada encontrem meios de acelerar a discussão da chamada agenda positiva do Poder Executivo.
Calheiros participou de um almoço com o presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), os chefes da Casa Civil, José Dirceu, e da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais da Presidência da República, Aldo Rebelo, e o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP).
Segundo o líder do PMDB no Senado, reuniões como essas servirão para melhorar a coordenação do Executivo com os partidos e aprofundar a discussão sobre os temas que devem ser postos em votação na Casa. ''Faremos uma reunião no fim da semana para um balanço e outra no começo para planejar nossas ações'', informou. De acordo com Calheiros, houve um encontro como este na última terça-feira.
''Há uma necessidade de conversar bastante'', reiterou. O líder do PMDB lembra que a base aliada tem dificuldades no PSB, PL e PT para resolver e que isso dependerá de uma melhor articulação política.
Calheiros argumenta que uma coalizão como a que apóia a União é muito complexa em função das disputas regionais, principalmente em ano eleitoral.
Durante o almoço na casa de Sarney, avaliou-se que a semana foi positiva para o governo por ter demonstrado que a oposição defende a abertura de CPIs como um palanque eleitoral, reafirmou o líder.
A crise causada pelas ameaças de aberturas das CPIs foram agravadas pela participação de senadores governistas que assinaram os requerimentos da CPI do bingo, comandada pelo senador Magno Malta (PL-ES), do bloco governista, ou com assinaturas dos petistas, derrubada pela decisão dos líderes de não indicarem os representantes.
A CPI do Daniel tinha a adesão de diversos governistas e teria sido criada, não fosse a retirada de assinatura dos senadores Papaléo Paes (PMDB-AP) e Paulo Otávio (PFL-DF).

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