O governo Lerner apontou ontem três pontos responsáveis pelo estrangulamento nas contas do Banestado. Um deles envolve, segundo o Palácio Iguaçu, dívidas assumidas pelo governo Roberto Requião (PMDB) durante o processo de liquidação do Badep, iniciado pelo governo Álvaro Dias, e que totalizavam R$ 570 milhões.
Créditos tributários (Imposto de Renda) de R$ 235 milhões, acumulados durante os últimos anos, e impugnados pelo Banco Central, seriam o outro ponto. Por fim, o governo aponta um ‘‘alto grau de inadimplência’’ - cerca de R$ 500 milhões.
Segundo o secretário do Planejamento, Miguel Salomão, o contrato firmado com o Tesouro Nacional foi ‘‘a melhor alternativa’’ para o Estado. Acompanhando à distância o processo de negociação que culminou no acordo de ontem, o presidente do Banestado, Neco Garcia Cid, afirmou por meio de nota oficial que ‘‘a transparência das negociações que o governo do Paraná está conduzindo junto às autoridades federais garante total tranquilidade para os correntistas e acionistas do Banco’’. (L.D)

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