Brasília - Na busca dos votos dos partidos de centro para garantir a aprovação das reformas da Previdência e tributária, o governo contava e comemorava ontem 320 votos a favor na Câmara, 12 a mais do que os 308 necessários para o êxito de uma emenda constitucional. ''O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não mandaria os projetos de reforma para o Congresso se não tivesse a certeza de que vai aprová-los. O governo trabalha para fazer a maioria. Enquanto alguns parlamentares nossos relutam em votar, temos a certeza de que conquistaremos votos importantes no PMDB, no PFL, no PSDB e no PP'', disse o deputado Paulo Bernardo (PT-PR), integrante da tropa de choque do governo.
É com o apoio do centro e com a fidelidade dos 90 deputados petistas que restarão depois da expulsão dos dissidentes João Batista de Araújo (PA-PT), o Babá, e Luciana Genro (RS), além de contar com aliados como o PPS, que Lula espera aprovar a cobrança da contribuição previdenciária dos funcionários públicos aposentados, o ponto mais polêmico da reforma. Por enquanto, a taxação dos funcionários públicos aposentados é repelida pelo PDT os 16 deputados terão de obedecer decisão da executiva nacional. O PSB, que tem 29 deputados, está dividido. No PL, os 34 deputados votarão nas propostas do governo. Com a possível entrada do PMDB na base do governista e com a crise por que passa o PSDB, o governo espera aprovar as reformas.

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