O governo do Estado venceu a primeira queda de braço com os deputados governistas que assinaram o requerimento pedindo a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar transações comerciais entre a Sercomtel, Prefeitura de Londrina, Copel e banco FonteCindam. Os governistas conseguiram esvaziar a sessão plenária de ontem, quando seria instalada oficialmente a CPI. A sessão não teve quórum nem para ser aberta. Dos 54 deputados da Casa apenas cinco estavam presentes: o líder do governo Valdir Rossoni (PTB) e os deputados Edgard Bueno (PDT), Irineu Colombo (PT), Angelo Vanhoni (PT) e Hermas Brandão (PTB).
‘‘A sessão foi derrubada para evitar a instalação da CPI, temos que ganhar tempo e provar para os deputados que não existem motivos para que a Comissão seja instalada’’, afirmou Rossoni. Os deputados governistas que assinaram o requerimento dizem que as transações comerciais precisam de um esclarecimento público.
Rossoni disse que a Copel está apta para dar quaisquer informação sobre as transações realizadas. ‘‘Estamos buscando todas as documentações e provaremos aos deputados que tudo foi feito de forma legal’’, disse. Enquanto as articulações para a derrubada da CPI continuam, os deputados do bloco governista já começam a pensar em recuo. Ontem, o deputado Tony Garcia (PPB), um dos líderes do movimento, disse que os parlamentares iriam se reunir novamente para decidir a retirada ou não das assinaturas. ‘‘Ninguém recuará individualmente, se tiver recuo será de todo o grupo’’, afirmou.

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