Curitiba - O governo do Paraná confirmou ontem que não houve licitação na locação de duas aeronaves para uso do governador Beto Richa (PSDB). Para a Reportagem, a assessoria de imprensa do Palácio das Araucárias informou anteontem que a locação teria ocorrido por Tomada de Preços, que é uma modalidade de licitação. O valor dos contratos com a empresa de aeronaves, contudo, ultrapassa o limite de R$ 650 mil para aquisição de serviços por uma administração pública via Tomada de Preços. Ontem, ao solicitar novo esclarecimento, a assessoria de imprensa explicou que, na verdade, houve sim a dispensa de licitação para alugar as aeronaves e que a informação anterior passada pela mesma assessoria de imprensa estava errada.
A polêmica em torno das aeronaves começou quando o deputado estadual Tadeu Veneri (PT) enviou um requerimento - ainda não respondido oficialmente - ao governo do Estado, questionando a dispensa de licitação na contratação de um serviço de custo ''vultuoso''. Por 90 dias, e ao custo de quase R$ 700 mil por mês, ou seja, mais de R$ 2 milhões, Beto poderá usar uma aeronave a jato e um helicóptero para seus deslocamentos.
Para a Reportagem, a assessoria de imprensa explicou que houve dispensa de licitação porque havia ''urgência'' na locação, já que o governador do Estado estaria sem aeronave adequada. Os dois aviões grandes hoje destinados ao transporte do governador e seu vice estariam em processo de leilão desde setembro do ano passado e não poderiam ser usados. Para Veneri, até pelo fato de as aeronaves estarem em processo de leilão já na gestão anterior, não havia urgência na locação.

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