Governo começa a punir envolvidos no caso Sudam
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sexta-feira, 22 de março de 2002
Agência Estado 
Brasília - O governo começou nesta semana a punir funcionários da extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) envolvidos em dois dos maiores casos de desvios de recursos na autarquia. A economista Márcia Pastor da Silva Pinheiro foi demitida por ter atestado irregularmente a capacidade econômica da Usimar Componentes Automotivos, que recebeu R$ 44 milhões para montar uma fábrica de autopeças que nunca saiu do papel. Emira Ferreira Neves e Mário Jorge Vasconcelos Conceição, também tiveram a mesma punição, por facilitar a liberação de dinheiro para a Pyramid Confecções, do empresário José Osmar Borges, ex-sócio do ex-presidente do Senado, Jader Barbalho.
Borges é acusado de desviar R$ 230 milhões da Sudam. Mas Márcia Pastor é apenas uma entre as 40 pessoas apontadas como envolvidas na liberação dos recursos da Sudam para a Usimar. O Ministério Público Federal apontou 42 responsáveis pelas irregularidades, entre eles a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL) e seu marido, Jorge Murad.
O projeto da Usimar, que estava avaliado em R$ 1,3 bilhão, seria implantado no Maranhão e sua aprovação ocorreu em reunião do conselho deliberativo da Sudam, realizada em São Luis e presidida por Roseana Sarney. A Procuradoria da República no Estado pediu a punição de 20 integrantes do conselho e de outros 22 funcionários que participaram do trâmite do processo do empreendimento.


