Brasília - Os deputados governistas que carregam para o Planalto o andor da recriação da CPMF registravam ontem dissidências de até 20% nos partidos da base na terceira tentativa de votar a proposta que cria a Contribuição Social para a Saúde (CSS), além dos votos contrários de pequenas bancadas como o PV, o PMN, o PHS e o PSC. Para aprovar a cobrança são necessários 257 votos e, nos cálculos governistas, a base deverá reunir em torno de 270 a 280 votos. O placar é considerado apertado. Nos últimos dias, os governistas não se preocuparam com o quórum na Câmara e a votação, marcada inicialmente para hoje, só poderá acontecer em sessão à noite. Líderes partidários antecipam que querem deixar para amanhã, quando esperam garantir os votos necessários em suas bancadas. A proposta da CSS, de autoria do deputado Pepe Vargas (PT-RS), foi aprovada pelo Senado e obriga a União a aplicar 10% das receitas brutas em saúde pública de forma escalonada até 2011.

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