O governo do Estado está promovendo um último esforço em busca de saldo financeiro junto aos órgãos estaduais da administração direta e indireta para ter fôlego em caixa nesse final de ano e saldar seus compromissos. O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, encaminhou para a Assembléia Legislativa uma mensagem que obriga todos os órgãos da administração direta e indireta a repassar ao Tesouro do Estado até 90% de seu saldo disponível. As universidades estaduais não são atingidas pela medida, bem como os recursos de aplicação vinculada, previstos em balancetes já encerrados.
Gionédis não sabe ainda quanto a medida renderá para o Tesouro, mas disse que a maioria das sobras se concentra no Detran (Departamento de Trânsito). No ano passado, por exemplo, o governo conseguiu adicional de R$ 15 milhões. O secretário disse que a medida ajuda na quitação de despesas. O 13º salário do funcionalismo sai na segunda-feira, garantiu o secretário. Além da folha acumulada - o que representa uma conta de cerca de R$ 400 milhões só em dezembro - o governo tem pendências com alguns de seus fornecedores.
A concentração das sobras de caixa é uma das alternativas encontradas pelo governo para reduzir o impacto dos gastos de final de ano. O secretário da Fazenda informou ontem que a liberação do empréstimo-ponte, avaliado em R$ 1,2 bilhão e requerido junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em troca das ações que o governo detém na Copel, só sai no ano que vem. ‘‘Temos que respeitar algumas regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como editais e outros trâmites que consomem no mínimo 40 dias’’, calculou.
As sobras financeiras contabilizadas em fundos mantidos pelo governo, ‘‘ficam transferidas definitivamente para o Tesouro’’, diz a mensagem do governo.

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