Governo bate o pé no valor de R$ 540
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, esteve ontem na Comissão Mista de Orçamento e reafirmou que o governo insistirá nos R$ 540 ''O ponto de partida deve ser o critério que temos hoje'', disse Ele se refere à regra, ainda não aprovada pelo Congresso mas aplicada pelo governo, pela qual o mínimo é reajustado a cada ano pela inflação do ano anterior, acrescida do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás
Já parlamentares do PSDB defenderam a proposta do candidato do partido, José Serra, durante a campanha eleitoral, de elevar o mínimo a R$ 600 Rogério Marinho (PSDB-RN) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA) sugeriram que, para bancar o aumento, o governo deveria utilizar o dinheiro que estava reservado a investimentos mas não foi utilizado, os chamados ''restos a pagar'' A ideia foi atacada por Bernardo ''Significa que estaríamos cortando investimentos que estão no papel para transformar em gastos obrigatórios'', disse ''Acho que deveríamos fazer o contrário: tentar conter gastos correntes para abrir espaço para mais investimentos ''
O encontro para discutir o mínimo foi pedido ontem por Paulinho na reunião da Comissão de Orçamento ''Estão enrolando demais'', contou, relatando uma rápida conversa de pé de ouvido que teve com Bernardo ''Não sei por que o governo o escalou para negociar conosco'', reclamou A reunião havia sido pedida também por representantes das centrais, que se reuniram em São Paulo com o ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas ''Ele telefonou para o Paulo Bernardo na minha frente e acertou a reunião'', contou Artur Henrique (L A O /E S )





