O governo vai autorizar os ministérios a gastar cerca de R$ 750 milhões além dos limites definidos no início deste mês. O ‘‘presente de Natal’’ é consequência do resultado registrado nas contas públicas até novembro, que ficou acima do que fora projetado pela equipe econômica. Os ministérios mais beneficiados deverão ser os da Saúde, da Integração Nacional e dos Transportes.
De acordo com fontes do governo, o superávit de R$ 41,5 bilhões registrado pelo Banco Central é mais que suficiente para que o governo cumpra as metas fixadas no acordo com o FMI, que é de um superávit de R$ 36,7 bilhões.
Na avaliação feita pelos técnicos do governo, se não fosse autorizado um novo aumento nos gastos, o Brasil acabaria fazendo um esforço de ajuste fiscal acima do necessário. ‘‘Não há nenhuma razão que justifique um superávit acima do que foi acordado com o FMI e sempre dissemos que, se houvesse folga, nós iríamos liberar mais recursos’’, disse uma fonte.
O decreto com os novos limites para gastos dos ministérios terá de ser publicado ao longo da próxima semana, pois é preciso que os ministros tenham tempo para usar os recursos adicionais que estarão recebendo.
O Ministério do Planejamento já havia liberado cerca de R$ 1,35 bilhão no dia 15, quando teve certeza de que o superávit nas contas públicas ficaria acima do que era esperado. Como o resultado superou até mesmo as previsões mais otimistas da equipe econômica, será possível fazer uma nova liberação.

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