Governo atende o social, diz Paiva
O ministro do Planejamento, Paulo Paiva, rebateu ontem as críticas da oposição, de acordo com as quais o governo teria deixado de lado projetos sociais para cuidar da estabilidade econômica, argumentando que a questão social e econômica é tratada de forma integrada pela a atual administração. O governo jamais tratou das questões econômica e social como questões separadas, afirmou. Não há desenvolvimento social sem o desenvolvimento econômico, completou.
Paiva ponderou que a estabilidade da moeda foi condição necessária para garantir o rumo do crescimento da economia e garantir também a redução da inflação, que, segundo ele, é um componente prejudicial do ponto de vista social. O ministro esteve ontem na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio, para fazer um balanço do andamento do programa Brasil em Ação.
A programação de investimentos do programa Brasil em Ação para 1998 projeta desembolso de cerca de R$ 32 bilhões, dos quais R$ 15,5 bilhões para infra-estrutura e R$ 16,5 bilhões para desenvolvimento social. O Brasil em Ação, lançado em 1996, compreende 42 projetos voltados para a geração de empregos, aumento de competitividade, desenvolvimento de eixos de integração no campo da infra-estrutura e redução de disparidades sociais.
O volume total de investimentos previstos até a conclusão dos projetos é de R$ 80 bilhões. Os recursos são provenientes da iniciativa privada, financiamentos externos e internos, do Orçamento Geral da União, dos Estados e municípios e de fundos como o de Amparo ao Trabalhador (FAT), de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
A projeção para 1997 era de que fossem investidos aproximadamente R$ 31 bilhões no Brasil em Ação. Mas apenas cerca de 95% dos R$ 14,9 bilhões previstos para infra-estrutura e 80% dos R$ 16,1 bilhões provisionados para o desenvolvimento social foram investidos. Paiva explicou que os investimentos na área social demoram mais porque dependem de uma ação descentralizada, que tarda para ser consolidada. O ministro destacou serem investimentos mais complexos do que os de infra-estrutura, demandando uma decisão mais técnica e rápida.
O último balanço sobre o Brasil em Ação foi feito em março pelo então ministro do Planejamento, Antônio Kandir, hoje, deputado federal pelo PSDB. Não houve mudanças significativas nos números nos dois meses porque as obras de infra-estrutura têm uma sequência longa, segundo Paiva. O ministro ressaltou que o balanço serve para dar a convicção de que alguns projetos seguirão o cronograma e outros superarão expectativas, até do ponto de vista de desembolso de recursos.
O cronograma foi confirmado para a modernização do Porto de Sepetiba, prevista para finalização este mês, a ampliação do metrô do Rio até julho - que está dentro do projeto pró-emprego - e a conclusão da transmissão de energia elétrica de Tucuruí até Altamira, também prevista para este mês. Projetos como o de concessão de carta de crédito, de valorização do magistério, da criação de um novo modelo de irrigação, do programa de crédito produtivo popular, outro programa de crédito para estímulo a geração de emprego e renda e requalificação profissional terão melhor aproveitamento do que o planejado, segundo o ministro.Agência Estado(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)DefesaPaulo Paiva faz um balanço do Brasil em Ação: R$ 32 bilhões para investir em obras este anoAgência Estado





