Curitiba - O Conselho Nacional de Desestatização (CND) divulgou esta semana os valores máximos das tarifas que poderão ser cobradas nas praças de pedágio nos trechos de rodovias federais que serão concedidos à iniciativa privada ainda este ano. O Paraná vai ganhar mais duas praças de pedágio, ambas na BR-116. Conforme o Ministério dos Transportes, o modelo de licitação adotado garante que as futuras tarifas serão em média 22% menores do que as cobradas nos pedágios já existentes.
Segundo o CND, o trecho da BR-116 que liga Curitiba a Santa Catarina poderá ter tarifa máxima de R$ 4,08, a mais alta entre todos os trechos que serão licitados. A segunda praça de pedágio também na BR-116, entre Curitiba e São Paulo, terá valor máximo de R$ 2,60. No total, o governo federal vai passar para a iniciativa privada a manutenção de 2,6 quilômetros de rodovias nas regiões Sul e Sudeste.
Na sexta-feira, o Ministério dos Transportes realiza uma audiência pública em Brasília para apresentar as regras do processo de licitação e as condições para a concessão das rodovias. Uma segunda audiência será realizada em junho. A expectativa é que o edital para a concorrência pública esteja pronto até julho, com o leilão dos trechos em outubro.
A criação de novos pedágios no Estado preocupam entidades que representam empresas de transporte. ''O problema é que para uma viagem para São Paulo, por exemplo, essa não vai ser a única praça de pedágio e vamos ter um custo maior'', afirma Sérgio Malucelli, diretor-executivo da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar). No total, entre Curitiba e a capital paulista serão seis praças de cobrança. ''Alguém vai pagar esse custo e é provável que isso acabe repercutindo no preço final dos produtos.''

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